16 dezembro, 2010

A notícia que eu não gostaria de ler


Fábio Assunção foi meu colega no 1o ano de Jornalismo noturno na FIAM, em São Paulo.
Ele, calouro com idade certa, 18 anos. Eu, exatamente o dobro (a "tia" que resolveu voltar ao banco universitário). Entre nós, apenas três colegas com idades mais próximas da minha.
A sexta-feira era sagrada. Após as aulas, nossa turma se reunia num barzinho ou restaurante. Muita picanha, muita manguaça e só alegria!
Fábio sempre se distinguiu por sua loirice e azul da cor do mar nos belos olhos, boa educação e meiguice. Aluno interessado, nunca me esqueci de uma prova de filosofia em que nos sentamos lado a lado e ambos tiramos a nota máxima - sem colar. Fábio seguiu uma linha meio transcendental, e eu, sempre pé-no-chão.
O louraço, que já fazia as primeiras tentativas na área artística, causou frisson numa apresentação teatral em classe interpretando Adão e "vestindo" apenas uma folha de parreira.
Sabia que ele, assim como grande parte dos estudantes, apreciava um "baseado", mas creditei a uma tendência própria da juventude. Botava fé que, com a chegada da maturidade, Fabinho fosse deixar de lado essa erva proibida e cheiro desagradável.
Fábio não concluiu o ano, deixou a faculdade para fincar pé na profissão de ator. Rapidinho, estreava na Globo.
Deliramos! Nosso colega de família quase pobre, do redorzão de São Paulo, chegava meteoricamente à TV líder do País. Alçado pela garra e talento, sem precisar de Q.I. (quem indica). Claro que a "estampa" ajudou.
Quando engatou romance com Cristiana Oliveira, tratei de dar uma "cotovelada" na colega por quem Fabinho era apaixonado. A danadinha se amassava com ele num dia, no outro o esnobava para voltar aos braços de outro ficante, mais velho e bem de vida.
"Vai lá agora, vê se consegue tomá-lo da Cristiana", provoquei a moça de sobrancelhas estilo taturana, mais espessas que as da Malu Mader.
Seguiu-se uma carreira gloriosa, interrompida para tratamento de drogas.
Uma vez e agora outra. Cenas já rodadas, Fábio seria o galã da próxima novela das 9.
Não deu conta.
E me deixou triste. Pensei que Fábio Assunção fosse mais forte.

8 comentários:

  1. poxa meu amigo vc tem uma vida tão boa e ta

    ai nessa meu migo larga mão disso para de

    usar Drogas meu amigo

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  2. Não tem o nome de droga em vão, não é? Uma pena, disperdiçar uma oportunidade única dessas. Entretanto, o vício é maior que a vontade dele em parar. Tomara que consiga, fico na torcida.

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  3. Valeu mto pela Visita, Geysa!

    Compreendo porque Fábio não tenha querido interpretar Leo. Um personagem emocionalmente caótico, boderline... Acredito poder ser um sinal de sua adesão ao tratamento.

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  4. Salve salve, Geysa!

    Matando as saudades dos papos polêmicos no Tijolaço, que pelo visto, nos deixou órfãos.

    Vejo que também tens escrito pouco. Não deixa essa tua inquietude sem vazão. Continue provocando o mundo com tua inteligência.

    Um beijo do amigo de sempre.

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  5. Olá Geysa ,

    Que bom ter encontrado seu blog .
    Quanta saudade!
    Eu trabalhava no Ta Matete, onde de vez em quando vc aparecia e me deixava muito feliz .
    Bom ter noticias suas .
    Grande abraço !

    Sérgio Rosa

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  6. Esse cidadão é um lixo , só na grande midia ele é gente fina.

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  7. Sérgio Rosa:
    Que coisa pra lá de boa, essa sua aterrissagem!
    Quem ficava feliz era eu, amigo, por saborear sua companhia. Você nunca saiu de minhas lembranças.
    Como faço pra te achar?

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  8. henrique de oliveira14 de julho de 2011 13:27

    Apenas mais um cara viciado que não tem noção das coisas.

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