08 dezembro, 2010

1o Encontro de Blogueiros Progressistas

Foi em Sampa, em agosto último.
Tô atrasada, mas explico: fiquei sem graça de postar fotos amadoras, diante das poderosas divulgadas pelos blogs profissionais.
Tenho consciência da minha pequenez.
Participei do Encontro mas nem blogueira me considero, sequer aspirante. Meu negócio é jornal impresso.
Na internet faço lazer e exercito a mente pra não ficar caquética, apenas isso.

Na foto, Luiz Carlos Azenha e Conceição Lemes, do Vi o Mundo, um dos patrocinadores do inédito evento. Ele, o jornalista das reportagens internacionais da TV Record que leva a gente a ver o mundo com a lente da Verdade.
Conceição, além da seção "Saúde da mulher", faz "cirurgia geral" e dá vida ao site, não deixa ninguém sem resposta. Não raro, bota água na fervura entre os comentaristas.
O grandão e a baixinha, uma parceria de sucesso. A diferença é só na altura.

02 dezembro, 2010

Perdeu, promotor de brinquinho!


Você pode duvidar, mas a foto não foi trocada. É mesmo do promotor que estava na cola do Tiririca, a ponto de o insuspeito Boris Casoy dizer no Jornal da Noite da Band que se tratava de "perseguição pessoal".
O mauricião bem que se esforçou pra botar argola no deputado federal mais votado do Brasil, pediu até sua prisão - mas teve que se contentar com a argola que exibe em uma das orelhas. Tiririca foi considerado suficientemente alfabetizado pela Justiça Eleitoral, vai assumir o cargo para o qual foi eleito e a gente fica "abestada" de contente.
Não entendo como o mesmo promotor que acha que um (suposto) analfabeto não pode ter voz na Câmara, se permite usar um penduricalho que fica bem em tribos indígenas de verdade ou de novinhos/descolados e luluzinhas. Nos mais velhinhos é "palhaçada".
Argolinha não, promotor!

18 novembro, 2010

Lula e a foto que ninguém viu


Corina Edelvina Bento, ex-moradora de favela carioca e beneficiária do programa Minha casa, Minha vida, chora e balança as chaves, enquanto é beijada pelo presidente Lula.
Esta foto (feita por Felipe Dana, da AP, em 25 de outubro último) não foi publicada em nenhum dos grandes jornais brasileiros, embora tenha sido destaque no conservador Wall Street Journal, do país de Obama.
O Palpitando foi buscá-la no Cloaca News, que informa ter sido "expropriada" do Diário Gauche.


12 novembro, 2010

Por que palhaço e não humorista?

Se a eleição fosse hoje, Tiririca teria de acrescentar meu voto à sua estrondosa bagagem eleitoral. Ativista da causa animal - notadamente "cachorreira" - vibrei com a notícia de que o "palhaço" promete dar força à adoção dos bichinhos.
Melhor um analfabeto sensível que um letrado desalmado. Nem tão analfabeto assim, pois segundo a midia - muito a contragosto, imagino - Tiririca foi aprovado no teste do TRE.
O promotor do caso (paulista, claro!), empenhado em sua cassação, pede que o campeão de votos faça novo teste. Faria melhor o MPE se estendesse seu rigor "idiomático" a todos os candidatos.
Nesse Brasil de tantos tiriricas e São Paulo de tantos caipiras, será que só o Everardo merece ser investigado?
Ora bolas, conheci pessoas sem instrução formal que dão um baile de sabedoria nos intelectualoides pedantes. Entre elas, uma bem-sucedida empresária do setor de transportes turísticos. De inteligência notável e sinceridade idem, fazia questão de contar que era inteiramente analfabeta - e mostrava o dedo, pra deixar bem clara a assinatura digital.
Fazendo coro com o MPE, segue a imprensa. Por que taxar o deputado eleito de palhaço, se ele não trabalha em circo e nem o nariz característico exibe?
Tirica é um humorista - ou comediante - assim como Jô Soares, Chico Anísio, Heloísa Perissê, Ingrid Guimarães, Tom Cavalcanti e todos da categoria. Você viu algum deles ser chamado de palhaço pela mídia? Não, né? Nem eu.
Fosse da chapa de lá, Francisco Everardo Oliveira da Silva, o Tiririca, já teria virado "nobre deputado". Como optou pela candidatura popular, chamam-no de palhaço.
Tanta insistência em dar conotação pejorativa ao humorista nordestino indica que o circo está montado e hoje tem marmelada, tem sim senhor!
Mas a palhaçada, desta vez, não é o Tiririca quem faz.

05 novembro, 2010

Dilma Rousseff, a 40a. presidente do Brasil

A peleja foi dura, o jogo rasteiro - calúnias, difamações, adulterações e simulações abundaram nesta campanha.
Mas nem a "bolinha tontífera", puro papel e surpreendentes 2 k, impediu que uma Lulu arrebatasse o cartão de acesso à rampa do Planalto em 1o de janeiro de 2011.
Parabéns, presidente!
Ah, desculpe, Presidenta.
É assim que prefere, assim será chamada.

*Mãe de Dilma diz que filha sempre se preocupou com os pobres

A esperança de um Brasil menos desigual aumenta ao ouvir a professora Dilma Jane contar que a preocupação maior da filha foi sempre com os mais pobres. O vídeo da entrevista à TV Brasil está no youtube.
Não à toa, a Presidenta ratificou, em seu discurso de vitória, o compromisso de erradicação da miséria.
Não posso deixar de registrar a classe, sabedoria (mineira, uai) e jovialidade de Dilma mãe, 86 anos. Mas o visual é de 70.
Mulheres fortes, as Rousseff.
Do jeito que a gente gosta e da forma como o Brasil precisa.

Foto do Cloaca News, blog-show de irreverência

07 outubro, 2010

Não é Pilatos, mas parece


Não votei na Marina Silva e nem cogitei a hipótese. Não pela candidata, é que o verdinho paulista resulta da mistura do azul com amarelo. Que Marina é valorosa, é. Mulher pra chegar à cúpula política, neste Brasilzão machista, tem que ser "homem de saia".
De frágil, na senadora, só a aparência.
A mídia relata que ela é evangélica mas nem seria preciso, os longos cabelos amarrados em coque são um indicativo quase tão óbvio quanto a burca para as muçulmanas.
Daí que, durante a campanha em que não chegou à final mas teve um desempenho louvável, Marina Silva prometeu levar a plebiscito a descriminalização das drogas e o aborto.
Peraê: esse tal de plebiscito não foi a mesma saída encontrada por Pôncio Pilatos, quando lavou as mãos e entregou Cristo ao julgamento popular? O resultado a gente já sabe.
Quer dizer que Marina Silva não é contra o aborto, desde que a decisão seja da maioria.
Democrática, sem dúvida. Mas conflitante com os preceitos evangélicos.
Ou eu sou mesmo contra o aborto, ainda que o mundo todo tenha aderido a ele, ou sou a favor.
O raciocínio é simples: Marina, como evangélica, acha que aborto é crime contra a vida. Abortar é matar.
Mas como política, se a população decidir que o aborto é "moralmente sustentável", o mesmo crime passa a ser aceitável e legalizável?
Não dá pra entender porque só a favorita das urnas, Dilma Rousseff, tem sido tão perseguida por "deduzirem" que ela seria favorável ao aborto.
Dedução igual se pode fazer em relação à ambientalista.

Des-Educação paulista

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