
Se a eleição fosse hoje, Tiririca teria de acrescentar meu voto à sua estrondosa bagagem eleitoral. Ativista da causa animal - notadamente "cachorreira" - vibrei com a notícia de que o "palhaço" promete dar força à adoção dos bichinhos.
Melhor um analfabeto sensível que um letrado desalmado. Nem tão analfabeto assim, pois segundo a midia - muito a contragosto, imagino - Tiririca foi aprovado no teste do TRE.
O promotor do caso (paulista, claro!), empenhado em sua cassação, pede que o campeão de votos faça novo teste. Faria melhor o MPE se estendesse seu rigor "idiomático" a todos os candidatos.
Nesse Brasil de tantos tiriricas e São Paulo de tantos caipiras, será que só o Everardo merece ser investigado?
Ora bolas, conheci pessoas sem instrução formal que dão um baile de sabedoria nos intelectualoides pedantes. Entre elas, uma bem-sucedida empresária do setor de transportes turísticos. De inteligência notável e sinceridade idem, fazia questão de contar que era inteiramente analfabeta - e mostrava o dedo, pra deixar bem clara a assinatura digital.
Fazendo coro com o MPE, segue a imprensa. Por que taxar o deputado eleito de palhaço, se ele não trabalha em circo e nem o nariz característico exibe?
Tirica é um humorista - ou comediante - assim como Jô Soares, Chico Anísio, Heloísa Perissê, Ingrid Guimarães, Tom Cavalcanti e todos da categoria. Você viu algum deles ser chamado de palhaço pela mídia? Não, né? Nem eu.
Fosse da chapa de lá, Francisco Everardo Oliveira da Silva, o Tiririca, já teria virado "nobre deputado". Como optou pela candidatura popular, chamam-no de palhaço.
Tanta insistência em dar conotação pejorativa ao humorista nordestino indica que o circo está montado e hoje tem marmelada, tem sim senhor!
Mas a palhaçada, desta vez, não é o Tiririca quem faz.